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07/12/2011 13h23 - Atualizado em 07/12/2011 13h29
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Policia Civil: Greve completa 10 dias

Governo do MA ainda não iniciou negociação


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Faixa na entrada da Delegacia do Cohatrac informa os cidadãos sobre a greve em andamento

Há 10 dias em greve, policiais civis e peritos criminais continuam de braços cruzados por tempo indeterminado. A categoria reivindica a modificação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), pagamento da Unidade Real de Valor (URV) da mesma forma que foi concedida aos delegados da Polícia Civil, em torno de 11%; além de melhores condições de trabalho. Os policiais se mantêm concentrados em frente ao Plantão Central da Beira-Mar, local escolhido como base do movimento grevista.

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Maranhão (Sinpol), Amon Jessen, a categoria passou a se reunir em frente à Reffsa logo após o rompimento com os militares, uma vez que não teriam sido beneficiados nas rodadas de negociação com o governo do Estado. Ele relatou que a decisão entre as categorias seria de conduzir, juntas, as negociações; porém, o comando da greve da Polícia Militar e bombeiros teria decidido excluir os policiais civis das reuniões com representantes do governo.


Amon Jessen disse que os policiais civis não recebem o tratamento que deveriam (Foto/Alessandro Silva)

Enquanto não ocorre o consenso entre grevistas e governo do estado, as delegacias funcionam com apenas 30% do efetivo normal, o que corresponde há apenas um policial civil em determinadas localidades. Além disso, só estão sendo registrados boletins de ocorrência de crimes graves. Perda de documentos, furtos, pequenos roubos como aparelhos celulares e notebooks estão sendo feitos apenas por meio da Delegacia Online.

Em nota divulgada na tarde de ontem, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), por meio da Delegacia Geral da Polícia Civil, informou que às reivindicações do Sinpol que ainda não foram apreciadas seriam discutidas através de uma comissão específica para tratar desses assuntos. A nota citou como exemplo a elaboração do PCCR através de uma comissão formada por representantes dos policiais e da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan).

A SSP reafirmou que sempre manteve canal aberto de diálogo e negociação com o Sindicato dos Policiais e que os acordos formalizados com a categoria estão sendo cumpridos na forma como foram definidos. O órgão estadual destacou a recente aprovação, na Assembleia Legislativa, da proposta de incorporação dos 10% das horas extras aos subsídios da categoria.

A reivindicação dos policiais sobre a incorporação aos subsídios foi acordada em abril deste ano após o fim da greve da categoria. De acordo com a nota do Governo do Estado, o pagamento reajustado será concedido a partir de janeiro de 2012. A Delegacia Geral reafirmou a posição de disposição para o diálogo com os grevistas.

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