Delegados Cristina Meneses, Jefrey Furtado, Augusto Barros e Maymone Barros (Foto: Biné Morais/O Estado)
A polícia civil do Maranhão representada pela delegada-geral de Polícia Civil, Cristina Meneses, entregou para a justiça o inquérito sobre o assassinato do Jornalista Décio Sá, que aconteceu em um bar da Av. Litorânea, no dia 23 de abril deste ano.
No inquérito que possui 31 volumes, foi pedida a prisão preventiva de 13 pessoas que tiveram algum tipo de participação na execução do jornalista.
A Polícia Civil, no relatório que foi entregue a justiça, pede ainda uma autorização para ouvir o Deputado Estadual Raimundo Cutrim, que teria sido citado no depoimento de Jhonatan de Sousa Silva, assassino confeso de Décio Sá.
Também teve seu nome citado no depoimento dos envolvidos no assassinato de Décio Sá, o delegado da Polícia Federal, Pedro Meireles.
Envolvidos
Segundo o inquérito, estão envolvidos diretamente no assassinato do jornalista Décio Sá: Gláucio Alencar, de 34 anos, apontado como um dos mandantes do crime e suspeito de ter financiado a execução do jornalista; José de Alencar Miranda Carvalho, de 72 anos, pai de Gláucio Alencar, apontado, também, como mandante e financiador do crime; capitão Fábio, conhecido, também, como "Capita", subcomandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Estado do Maranhão, suspeito de fornecer a arma que executou o jornalista; Jhonatan de Sousa Silva, de 24 anos, apontado como executor de Décio Sá e que está preso desde o dia 5 deste mês por tráfico de drogas - com uma extensa ficha criminal; Fábio Aurélio do Lago e Silva, de 32 anos, o "Bochecha", preso na Chácara Brasil, é suspeito de participar do crime e teria todo oconhecimento das ações do grupo; José Raimundo Chaves Júnior, o "Bolinha", de 38 anos, preso no Jardim Eldorado, suspeito de intermediar as ações do crime; e Airton Martins Monroe, de 24 anos, suspeito de ter apresentado o executor do crime a "Bolinha".
O crime
Segundo o secretário de Segurança Pública, Aluísio Mendes, o crime foi motivado por reportagens publicadas no blog do jornalista. A quadrilha, que atuava no desvio de verbas de merenda escolar e em crime de agiotagem, começou a ter prejuízo a partir da publicação de reportagens no Blog do Décio. Após a execução de corretor Fábio Brasil, em Teresina-PI, que também era um dos desafetos da quadrilha. O grupo sentiu o gosto da impunidade, e decidiram também executar o jornalista Décio Sá. Então um consórcio formado por empresários encomendou a execução do jornalista, ao mesmo pistoleiro que tinha matado Fábio Brasil na capital piauiense.
O executor cobrou R$ 100 mil para matar o jornalista, mas teria recebido apenas R$ 20 mil do valor combinado. Jhonatan de Sousa Silva, voltou a São Luís para receber o valor restante. Quando foi preso, Jhonatan revelou que já estava planejando a execução do outro integrante da quadrilha, que não teria lhe entregado os R$ 80.000,00 do valor combinado para a execução de Décio Sá.
*Com Informações do Imirante
20 d Maio d 2013