Durante a primeira parte da inspeção, os técnicos checaram o estado das salas utilizadas pelos procuradores e servidores
Agentes da Vigilância Sanitária Estadual realizaram, na tarde de segunda-feira, inspeção na sede da Procuradoria Geral de São Luís, para constatar se procedem as denúncias feitas pelos procuradores de condições físicas impróprias do prédio. A visita foi acompanhada pelos procuradores, que estão com atividades suspensas desde o dia 11 deste mês.
Durante a primeira parte da inspeção, os técnicos checaram o estado das salas utilizadas pelos procuradores e servidores e constataram paredes sujas, buracos no chão, devido à retirada de pisos, banheiros inadequados e cisternas inapropriadas para uso. Os dois setores mais críticos, segundo os agentes da Vigilância, são o de informática, que apresenta mofo nas paredes, e o que armazena livros e documentos antigos. De acordo com o chefe do Departamento de Produtos da Vigilância Sanitária Estadual, Raimundo Nonato dos Santos, após essa visita, será elaborado um relatório que avaliará as condições do prédio da Procuradoria. "Com base na visita e nos dados coletados, a Vigilância irá elaborar um relatório que será finalizado em 10 dias, para depois ser encaminhado à Associação dos Procuradores do Município de São Luís [APMSL]. Pelo que vimos aqui, será necessário solicitar a interdição do prédio", declarou. Ele cita os motivos pelos quais a Vigilância não determina a interdição imediata do local. "Primeiro é feito o procedimento padrão, que é a visita. Depois, encaminhamos nossa avaliação à parte interessada, no caso a APMSL, que irá decidir qual será o próximo passo", finalizou.
O procurador-geral do Município, Francisco Coelho, não estava na sede da Procuradoria no momento da inspeção. Apenas a coordenadora administrativa da Procuradoria, Carla Maria, e o procurador-adjunto, Marcos Antônio Amaral Azevedo, estavam no local. De acordo com o procurador-adjunto, as reivindicações dos procuradores são justas. Ele disse ainda que o procurador-geral tentará negociar com a classe nos próximos dias. "O procurador-geral entende as razões da greve. Inclusive, já está em andamento a construção de uma nova sede própria da Procuradoria, que será no Centro. Segundo a empresa contratada para realizar a obra, esse novo prédio será entregue, no máximo, até o fim do próximo mês", afirmou. Quanto às demais reivindicações, a Procuradoria entende que as pendências serão resolvidas através do diálogo. "As outras solicitações relacionadas aos salários e à organização de concurso público podem ser resolvidas com o retorno dos procuradores às atividades. Até para que não haja um prejuízo maior à resolução dos processos", disse o procurador-adjunto.
21 d Maio d 2013