Jurandir Mellado afirmou que tem o objetivo de negociar diretamente com os seqüestradores
Após uma semana do seqüestro de Pedro Paulo Lemes Mellado, de 5 anos, o pai dele, o empresário Jurandir Mellado pede afastamento da polícia no trabalho de investigação do seqüestro do filho. Na manhã desta terça-feira (3), ele concedeu uma entrevista coletiva em sua residência, localizada na Rua Sergipe, nº 180, bairro Juçara, em Imperatriz. Na ocasião aproveitou para reconhecer o trabalho da polícia, mas, até momento não obteve nenhuma informação sobre o paradeiro da criança.
No decorrer da entrevista, Jurandir Mellado afirmou que tem o objetivo de negociar diretamente com os seqüestradores e, inclusive, o valor do resgate está sendo arrecado. Para ele, não interessa se a polícia está investigando o caso de forma criteriosa com a finalidade de prender os seqüestradores, pois, a intenção da família é ter a criança de volta para o lar.
Também ele aproveitou para lamentar a ocorrência dos inúmeros trotes e frisou que a família vai negociar com os seqüestradores, mas, só com a certeza de ter a criança de volta e viva. "Só pagarei a quem der a prova real da existência do meu filho. Aí, vou saber que estou negociando com a pessoa certa. E repito. O que mais quero é acabar com esse pesadelo pagando os verdadeiros sequestradores e tendo o meu filho Pedro Paulo de volta de para casa".
Em relação ao motivo do crime, o empresário, descartou a hipótese de vingança e garantiu que sua família dele não tem inimigos. Jurandir Mellado agradeceu o apoio recebido pela população de Imperatriz, do Brasil e pediu para que as pessoas continuem a corrente de orações para que Pedro Paulo volte para a casa gozando de uma boa saúde.
Jurandir Mellado, pai do menino Pedro Paulo concedeu coletiva à imprensa e pediu afastamento da polícia (O PROGRESSO/DIVULGAÇÃO)
Jurandir Mellado, pai do menino Pedro Paulo concedeu coletiva à imprensa e pediu afastamento da polícia
TRABALHO INTENSIFICADO
O superintendente da Polícia Civil do Interior, Jair Paiva, falou que pelo fato de o seqüestro de Pedro Paulo ser um crime de ação pública e incondicionada, o trabalho da polícia não depende da vontade da vítima e nem dos familiares. De acordo com o superintendente, o trabalho intensificado da polícia vai continuar de forma intensificada para que possam encontrar o paradeiro da criança e prender todos os envolvidos no seqüestro. Até o momento, não há nenhuma novidade em relação ao caso e o trabalho vai continuar sendo feito de forma sigilosa.
As investigações estão a todo vapor e cerca de 20 pessoas já foram ouvidas pela polícia.
Em função da proximidade das fronteiras dos três estados, Maranhão, Tocantins e Pará, a polícia paraense também entrou nas investigações que as polícias maranhenses e tocantinenses estão realizando para elucidar o sequestro. Policiais militares do Batalhão de Marabá e policiais civis da regional também daquela cidade estão mobilizados e realizando buscas na zona rural da fronteira com Maranhão e Tocantins.
Ainda na tarde do dia 27 de junho, a Polícia Civil recebeu um reforço da capital para as investigações do sequestro. Policiais do grupo antissequestro da Polícia Civil, comandados pelo delegado André Gossain, chegaram a Imperatriz e já começaram a trabalhar. Receberam as informações de como ocorreu o sequestro e cópias dos depoimentos da babá, dos pais do menino e demais pessoas que se encontravam na casa no momento da ação criminosa. Quem tiver alguma informação, denunciar através do disque denúncia: 0300.313.5800 (interior), 3525-1545 (Polícia Civil), 3525-3095 e 190 (Polícia Militar). A família está oferecendo uma recompensa de R$ 10 mil para quem souber informações precisas do paradeiro da vítima.
18 d Maio d 2013