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09/07/2012 11h44 - Atualizado em 09/07/2012 11h48
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CPI encerra trabalhos do semestre ouvindo o prefeito de Palmas

Raul Filho (PT) tentará esclarecer negociações feitas com Cachoeira em 2004


R7.com
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A CPI mista que investiga as relações de Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e empresas privadas se reúne pela última vez, antes do recesso parlamentar, nesta terça-feira (10) para ouvir o depoimento do prefeito de Palmas (TO), Raul Filho (PT).

O político foi convocado depois de ser flagrado em vídeo negociando dinheiro para campanha eleitoral de 2004 com Cachoeira. Em troca do financiamento, Raul Filho ofereceu cargos e favorecimento em licitações da prefeitura para o grupo do bicheiro.

A previsão é que ele embarque pra Brasília na noite desta segunda-feira (9). Por meio da assessoria ele informou que está disposto a falar, mas só deve se pronunciar na CPI. Ele enviou um ofício à comissão se colocando à disposição dos parlamentares.

- Estamos nos colocando à disposição dessa Comissão Parlamentar de Inquérito a fim de, em depoimento, esclarecer toda a verdade.


Na semana passada o prefeito negou qualquer tipo de irregularidade nos contratos firmados entre o governo e a Delta, responsável pela coleta do lixo em Palmas.

A empresa é usada pela quadrilha de Cachoeira, foi considerada inidônea pela CGU (Controladoria-Geral da União) e está proibida de firmar novos contratos com o Governo Federal. Mas Raul Filho garante que houve licitação antes de todas as contratações e que o processo foi considerado legal.

Novos depoimentos só em agosto

Outro convocado a prestar esclarecimentos na CPI do Cachoeira é o dono da Delta, Fernando Cavendish. Mas ele já antecipou que vai se valer do direto de ficar calado e deve permanecer em silêncio.

Já o ex-diretor do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antônio Pagot, que também teve o pedido de covocação aprovado, anunciou que pretende falar o que sabe na CPI. Ele perdeu o cargo em julho do ano passado, quando estourou a crise dos Transportes.

Mas os dois só devem ser ouvidos em agosto, depois do recesso parlamentar. Também ficou para agosto a decisão sobre uma diligência de três parlamentares à penitenciária da Papuda, em Brasília, para tentar ouvir Carlinhos Cachoeira.

 

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