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13/07/2012 08h05 - Atualizado em 13/07/2012 09h49
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Conselho Regional de Medicina analisa superlotação na Santa Casa

Polícia vai arquivar inquérito por "não se tratar de crime".


Fonte: G1.Globo.com
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O Conselho Regional da Medicina do Pará (CRM-PA) vai investigar as denúncias de superlotação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Misericórdia do Pará, principal maternidade do estado. Um médico do hospital registrou um boletim de ocorrência afirmando que pelo menos 12 recém-nascidos internados precisavam ir para a UTI, mas não havia leitos para essas crianças.

Segundo o CRM o médico que fez a denúncia e todas as pessoas citadas por ele serão ouvidas para avaliar se foi cometida alguma infração ao códico de ética médica. A investigação pode resultar na abertura de sindicância. "Pode resultar  num processo contra o responsável por essa situação. No caso, o diretor técnico pode receber desde uma advertência até cassação", explica Joaquim Passos, vice-presidente do Conselhor.

A polícia civil informou que vai arquivar o caso porque o que foi relatado no boletim de ocorrência pelo médico não caracteriza um crime e, por isso, não será investigado.

Entenda o Caso
De acordo com o documento registrado na Seccional da Pedreira, em Belém, na última terça-feira (10), dos 86 bebês internados na unidade de tratamento intermediário da Santa Casa, pelo menos 12 precisam ser transferidos para a UTI, mas esta unidade já estava superlotada.

A direção da Santa Casa confirma que tem capacidade para atender 107 meninos e meninas, mas atualmente abriga 140, no entanto, assegura que a superlotação não está inviabilizando o atendimento. Nesta quinta-feira (12) as crianças continuam aguardando vagas na UTI.

"Eles melhoraram e estão melhorando gradativamente. A equipe realizou procedimentos para que recebessem o tratamento com tubos de respeitação onde elas estão, até serem transferidas", conta Rosana Nunes, gerente de enfermagem da Santa Casa.

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