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06/01/2012 20h09 - Atualizado em 06/01/2012 21h04
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Presidente de Sindicato foi 'fantasma' por 8 anos

Sindicalista pode ter que devolver mais de R$ 100 mil aos cofres públicos


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Rosa do Sindicato acompanhando prestação de conta da Prefeitura na Câmara de Bacabeira [Foto/Reprodução]

BACABEIRA-MA: A Presidente do Sindicato Intermunicipal dos Servidores Públicos de Rosário, Bacabeira e Presidente Juscelino - SISMURB, Rosa Maria dos Santos Sousa, foi funcionária-fantasma da Secretaria Estadual de Educação, órgão vinculado ao governo do Estado, por quase oito anos. Ela ficou pendurada na folha de pagamento do Estado, com lotação na Unidade Escolar Joaquim Ribeiro Bogea, no bairro Paraíso em Rosário-MA, de 2004 a setembro de 2011, onde deveria trabalhar como professora.

Conforme a reportagem apurou, no período, ela pagava outra pessoa para dar aula em seu lugar, mas mesmo sem pisar em sala de aula, Rosa recebia altos salários, incluindo o 13º, férias e gratificações. Ainda de acordo com as informações apuradas pelo blog, o esquema fraudulento foi descoberto durante uma auditoria realizada pela Secretaria de Educação do Estado durante a greve dos professores do ano passado.

A situação da professora Rosa Maria está sendo avaliada por uma Comissão de Sindicância do Governo que também investiga centenas de professores que foram considerados funcionários fantasmas.

Se a suposta fraude ficar comprovada, a professora Rosa pode devolver os valores que teria recebido indevidamente durante os quase oito anos. De acordo com a auditoria, o esquema envolvendo a presidente do Sindicato de Bacabeira, Rosário e Presidente Juscelino, estaria atuando desde 2004 e trouxe um prejuízo de aproximadamente R$ 100 mil aos cofres públicos.

Rosa e outros servidores serão convocados para explicar a suposta ilegalidade e pode, inclusive, ser exonerada se o esquema ficar comprovado.

OUTRO LADO
Questionada sobre o período que ficou recebendo sem trabalhar, Rosa afirmou não conversa por telefone. "Se você vier pessoalmente na sede do Sindicato podemos conversar", declarou a sindicalista se omitindo das acusações.


Documento mostra que Rosa (ainda com o nome de casada) deveria trabalhar na Escola Joaquim Ribeiro Bogea, mas ela estaria recebendo sem trabalhar. Essa é a sindicalista que luta pelos direitos dos funcionários dos municípios acima citados.

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